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Fatos Relevantes : Top 10 piores prisões da ficção
Enviado por marcelo em 01/06/2009 (231 leituras internas)

Para manter a linha desse maio temático, decidi continuar a fazer uma lista sobre uma presença que não é necessariamente um personagem vivo, orgânico (tal qual uma nave ou mesmo uma IA), ainda assim, possui incontestável relevância na trama de ficção na qual está inserida. Muitas vezes, é o lugar de começo ou fim das histórias, sendo que nela se desenvolvem as características que irão marcar seus personagens principais. Segue agora uma lista das piores prisões da ficção:

10) Mega City One (O Juiz) - Ei, espera ae: você tá querendo dizer que a cidade do Juiz Dredd é uma prisão? Sim, estou! Pense comigo, a cidade existe em torno de uma grande muralha, escapar disso é escapar para a morte ou para um exílio equivalente. Durante dia e noite, as ruas de Mega City One são patrulhadas por autoridades com o poder de juiz, júri e executor. A lista de leis é infinita e todos são potenciais criminosos esperando para serem julgados a qualquer minuto. Vai me dizer que essa cidade não é uma grande prisão? Onde poucos têm privilégios e poder e muitos têm medo de sair de casa (ou de sua cela).

9) Fox River State Penitentiary (Prison Break) - Acabou semana passada a infame aventura dos irmãos Burrows. Posso dizer apenas que não assisti o final, fui um espectador da primeira e da segunda temporada apenas e culpo Fox River por isso. A prisão, como nos foi apresentada nos primeiros episódios, era o grande obstáculo a ser vencido. Tatuada nas costas de Michael Scofield, ela se apresentava como um quebra-cabeças a ser solucionado capítulo a capítulo. Além de celas e portões de ferro, Fox River também trazia em seu estômago alguns dos mais obcenos prisioneiros que alguém poderia conceber.

8) Zona Fantasma (Superman)- E falando em prisão que é um verdadeiro desafio. Os kriptonianos não acreditavam em pena de morte e por isso criaram uma dimensão prisional da qual é (ou deveria ser) impossível escapar. Para a Zona Fantasma foram mandadas as mais perigosas formas de vida alienígena do universo e lá nem mesmo o Super-Homem tem seus poderes garantidos para poder se defender. Provavelmente não existe lugar mais perigoso nas 27 galáxias conhecidas.

7) Azkaban (Harry Potter) - O caso de Azkaban, a prisão que tem a forma de um prisma triangular, não é o perigo de sua construção, mas sim a ameaça representada por seus guardas, os temidos Dementadores. Capazes de sugar a felicidade de um quarto e a alma de um prisioneiro através de um simples "beijo", os Dementadores fazem de Azkaban uma das mais temidas prisões da ficção. Especialmente se pensaremos que seus carcereiros são fiéis a ninguém menos do que Aquele que não deve ser mencionado.

6) Ekos (Jornada nas Estrelas) - No episódio Patterns of Force (2x21), Kirk, Spock e companhia se deparam com um gigantesco planeta prisão, ou melhor, aparentemente Ekos era um planeta comum que vivia uma realidade da primeira metade do século XX na Terra. No entanto, a grande essência desse período era justamente a força motriz desse planeta. Campos de concentração, controlados por nazistas espaciais, aprisionando todas as formas de vida diferentes do universo pelo simples argumento de sua diversidade. E tudo se revela uma pavorosa experiência prisional.

5) A Vila (O Prisioneiro) - Poucos assistiram essa que é uma das melhores séries de todos os tempos. Criada em 1968, "O Prisioneiro" contava a história de um agente secreto sem nome que é aprisionado em uma misteriosa Vila, ilhada do resto do mundo. Com agentes penitenciários surreais (bolhas que sugavam seres vivos inteiros), a Vila perturbava seus internos alimentando sua paranóia. Deixando de serem pessoas e assumindo a identidade fria de números, os habitantes da Vila passavam pelos mais conflitantes abusos, sendo que eram responsáveis uns pelos outros, numa eterna e perturbadora vigilância panóptica.

4) Prisão da Agonia (Caverna do Dragão) - Eis que surge aqui uma prisão que me deu pesadelos quando criança. No ep. "O Servo do Mal" é o aniversário de Bobby e todos comemoram e lhe dão presentes até que são seqüestrados pelas forças do Vingador. Sozinho, o aniversariante vai atrás de seus amigos na temida "Prisão da Agonia", uma construção localizada no ápice de um vulcão, no qual todos trabalham forçadamente, sob os vigilantes olhos do Servo das Sombras. Lá, as crianças conhecem o gigante Karrox que os ajuda a deixar aquele inferno e libertar todos os que ali estavam contra sua vontade.

3) Nova York (Fuga de Nova York) - Outro filme que me deixava apavorado era o “Fuga de Nova York” do John Carpenter (na época em que John Carpenter ainda era relevante). Snake Plissken, um criminoso renegado, é enganado pelo governo de um instável Estados Unidos da América e forçado a mergulhar de cabeça no que um dia fora a capital do mundo e hoje tornou-se a maior prisão do planeta. Dentro de uma ilhada Nova York estão tribos dos mais corruptos e perigosos prisioneiros do mundo, perdido entre os bairros agora tomados de gangues está o presidente americano. O filme é escuro, úmido e ninguém (muito menos seu protagonista) é confiável. Certamente um dos melhores filmes de prisão da ficção.

2) Arkham Asylum (Batman) - Talvez mandar Dementadores a Arkham fosse uma boa idéia. Não existe lugar com um hall de internos mais psicóticos do que esse sanatório prisional localizado nos arredores de Gotham City. É para lá que vão (e voltam) os grandes adversários do maior detetive dos quadrinhos. Entretanto, a própria prisão parece ser moldada pela loucura de seus "moradores", Arkham tornou-se um personagem tão vivo nas histórias do Homem-Morcego que passou a ser sinônimo de perigo.

1) Château d'If (O Conde de Monte Cristo) - Chegamos àquele que mais me atormentou. Quando li "O Conde de Monte Cristo" achei que não superaria a prisão real ficcionalizada por Alexandre Dumas. Edmond Dantes, um ingênuo marinheiro, enganado por seu melhor amigo, vai parar no obscuro Château d'If, um lugar torturante e traumático no qual acredita que irá definhar para todo o sempre. No entanto é nesse cenário assustador que Edmond conhece seu mentor padre Faria. Lá, ele renasce planejando sua nova vida e vingança, retornando a França para confrontar o ex-amigo Fernand Mondego e recuperar o amor de Mercedes, assumindo a identidade do Conde de Monte Cristo. Brilhante!

Deu até vontade de dar uma saída. Pra arejar um pouco, sabe?

Obs: Nunca assisti Oz!

Fatos Relevantes : Noivo que desistiu de casar deve ressarcir metade das despesas pagas pela ex-noiva
Enviado por marcelo em 23/04/2009 (197 leituras internas)

Noivo que desistiu de casamento quarenta dias antes da cerimônia deve arcar com metade das despesas efetuadas pelos pais da noiva. A desistência, porém, não configura danos morais e, por consequência, não enseja indenização. Com esse entendimento, a 3ª Turma Cível do TJDFT manteve sentença de 1ª Instância em ação indenizatória ajuizada pelos pais e pela noiva contra o ex-futuro marido, majorando apenas os valores referentes às despesas com o casório.

Os autores afirmaram que o casal decidiu ficar noivo em 2015 e se casar no ano seguinte, em cerimônia religiosa marcada para o dia 16 de julho de 2016. Para isso, várias despesas foram efetuadas, inclusive com aquisição de eletrodomésticos, aluguel de roupa, contratação de Buffet, etc. No entanto, pouco antes da cerimônia, o noivo desistiu do compromisso e terminou o noivado, assumindo outro relacionamento que mantinha em paralelo.

Alegaram que os fatos geraram grande constrangimento e dor à noiva, além dos prejuízos materiais decorrentes dos gastos efetuados para o enlace. Pediram a condenação do réu no dever de indenizá-los material e moralmente.

algumas despesas do casamento, como a compra das alianças, aparelho de som, material de construção. Afirmou também que alguns eletrodomésticos adquiridos por eles permaneceram na casa da ex-noiva. Alegou má-fé por parte dos autores, que pretendiam enriquecer-se ilicitamente com a ação. Ajuizou pedido de reconvenção, reivindicando também indenização por danos morais.

O juiz da 1ª Vara Cível de Ceilândia julgou procedente, em parte, os pedidos dos autores relativos aos danos materiais; e improcedente o pedido contraposto. “Não restaram dúvidas sobre o sentimento de dor e de humilhação dos requerentes, em especial da primeira requerente. No entanto, tais sentimentos não configuram dano moral, mas estados de espírito consequentes do dano, variáveis em cada pessoa”. Quanto ao pedido reconvindo, decidiu: “restou configurada a prática de ato ilícito pelo noivo, não podendo, assim, o mesmo se valer de sua torpeza para pretender ser indenizado por gastos que teve em razão do casamento que não se concretizou, frise-se, por opção dele próprio”.

Inconformados, os autores recorreram à 2ª Instância, alegando que os danos morais ficaram demonstrados, uma vez que o término da relação ocorreu às vésperas do casamento, estando as partes já devidamente habilitadas no cartório. Questionaram ainda os danos materiais arbitrados em 1ª Instância, aquém das despesas comprovadas nos autos. O ex-noivo também recorreu, defendendo que todas as despesas deveriam ser rateadas, inclusive o valor das alianças.

Segundo o relator do recurso, “a decisão de romper o relacionamento amoroso, ainda que na fase de noivado, encontra-se na esfera da liberdade inafastável do nubente, que não pode, em hipótese alguma, ser compelido a contrair matrimônio em virtude da promessa anteriormente firmada”.

Em relação aos danos materiais, a Turma entendeu que o réu deve arcar com metade do valor dos eletrodomésticos adquiridos, mesmo tendo eles permanecido na casa da ex-noiva: “Ainda que os referidos bens se encontrem com os autores, o réu deve compartilhar o gasto realizado, pois se trata de eletrodoméstico adquirido unicamente em razão da promessa de casamento”. Ao final, o réu foi condenado ao pagamento de indenização por danos materiais, no valor de R$ 3.312,43, além de metade do valor efetivamente pago ao serviço de “bufffet”, que deverá ser apurado em sede de liquidação de sentença.

A decisão colegiada foi unânime.

Processo: 2016.03.1.016986-0

Fonte.: TJDFT

Fatos Relevantes : A história dos Três Porquinhos segundo o Lobo Mau
Enviado por marcelo em 18/04/2009 (1034 leituras internas)

Cheguei agora a pouco do tribunal. O juiz deu-me ganho de causa ao condenar Cícero, Heitor e Prático a trezentos mil reais por danos morais e materiais. Cem mil para cada um daqueles malditos porcos. Também quem manda colocar o meu nome na lama por tanto tempo, fazendo com que gerações e mais gerações aprendessem uma história repleta de mentiras absurdas sobre o que aconteceu naquela manhã de setembro.

Não nego que aprecio carne de porco. É um dos meus pratos prediletos, sobretudo se assado num fogão à lenha. Mas daí afirmar que eu queria comer aqueles três míseros porcos, isso já é demais. Primeiro porque o trio era muito amigo do meu filhote Wilber. Os quatro viviam brincando pelas redondezas, inclusive lá em casa, onde, se eu realmente quisesse, facilmente os teria devorado sem que ninguém soubesse.

Depois, porque o mais velho salvou a vida de um primo meu no verão passado, quando tentava atravessar a nado uma represa aqui perto. A partir daí fiquei amigo dos irmãos porcos, pelo menos até o dia em que inventaram aquela história de que eu tentei invadir suas casas para almoçá-los. Os autos do processo da ação indenizatória que ajuizei contra eles mostram outra versão dos fatos. Senão, vejamos.

Morávamos todos próximos uns dos outros, numa clareira localizada no extremo norte da Floresta Azul. Após três semanas sem chover na região, o verde da mata começou a dar lugar a uma folhagem seca, que, a qualquer sinal de fogo, poderia desencadear um incêndio devastador.

Preocupado com a situação, resolvi estocar água e comida que fossem o suficiente para mim e meus filhotes passarmos, no mínimo, três meses sem sair de casa. Ainda tive a iniciativa de ajudar alguns vizinhos a fazer o mesmo, sobretudo os jabutis e as preguiças, por razões óbvias.

E não deu outra. Um homem vindo da cidade andou cá por estas bandas, deixando cair da janela do seu possante (adivinha!) uma ponta de cigarro acessa. Algumas horas depois o fogo começou a tomar conta da parte leste da Floresta, matando tudo que era tipo de planta e bicho.

Após uma hora, o incêndio chegou ao sul onde felizmente já estávamos de sobreaviso. Fui um dos primeiros a avistar a fumaça aproximando-se de nossas cabeças. Para piorar, o vento soprava barbaridade, ajudando a espalhar as chamas. Então resolvi ir de porta em porta avisar aos meus vizinhos da catástrofe que estava prestes a acontecer.

Tudo ia relativamente bem, até que, por infelicidade minha, resolvi bater na porta de Heitor. Não sei por cargas d’água, ao me ver pela fresta da porta, o porco mais novo e mais preguiçoso dos três começou a gritar. Para completar, a ventania que servia de combustível para o incêndio (e não o meu assopro que mal apaga vela de aniversário) abalou a frágil estrutura da sua casa, feita, a contragosto do irmão Prático, de palha, fazendo com que o leitão saísse correndo como um louco até a casa de Cícero, seu irmão mais novo.

Não percebi, entretanto, que aquela gritaria tivesse sido originada em razão da minha presença. Assim, corri atrás de Heitor, indo bater na porta do outro porco, pedindo – vejam só quanta ingenuidade de minha parte – para que procurassem um outro abrigo. Também ali o vento bateu forte, derrubando metade da casa de tábua em que se escondiam. Assustados, saíram em disparada até a sólida residência de Prático, o porco mais inteligente da família.

Dando-me por vencido, resolvi voltar para minha toca, a fim de preparar meu filhote para fugir dali o quanto antes, quando, de repente, vi um lobo, ao que parecia bastante jovem, na casa de Prático, junto aos irmãos porcos. Imediatamente pensei: “Meu Deus! Wilber está aí dentro correndo perigo. Preciso fazer alguma coisa antes que seja tarde demais!”.

Desesperado, bati na porta da casa de Prático com toda a minha força, sem saber que os malditos porcos estavam também desesperados com a minha presença. Impedido de entrar para pegar meu filhote, resolvi dá uma de Papai Noel. Com muito esforço – já não era mais aquele jovem de outrora – subi telhado acima, para, em seguida, descer cuidadosamente pela chaminé da casa.

Acontece que os danados dos leitões colocaram um imenso caldeirão fervendo bem na descida da chaminé, onde eu caí e, por pouco, não morri afogado. Em seguida, com o couro pegando fogo, saí correndo feito um maluco porta a fora, gritando e pedindo por socorro. A dor era tanta que só me lembro de ter olhado de soslaio a procura do meu filho e ter encontrado, para alívio meu, apenas um lobo de pelúcia.

Minutos depois reencontrei Wilber, em nossa toca, chorando pela minha ausência. O fogo já havia se alastrado floresta adentro e estava a poucos metros de onde estávamos. Mesmo sem condições físicas, consegui colocar meu “bambino” nas costas (só de pensar me arrepio da dor que senti) e saí atrás de um lugar seguro.

Esse foi o maior incêndio da história da Floresta Azul. A fauna e a flora do local ficou em ruína. Das casas existentes, apenas uma ficou de pé: a do porco Prático. Graças a sua estrutura bem reforçada, ela continuou quase que inabalável depois do desastre. Temo, entretanto, que o seu dono tenha de vendê-la para pagar a indenização que ganhei na Justiça pelos danos suportados por mim e, principalmente, pelo meu filhote.

Hoje, cego e entrevado numa cadeira de rodas, não guardo qualquer mágoa dos três irmãos porcos. Nem fico triste quando ouço os adultos contando erroneamente a história que acabei de narrar. Só não gosto de ser chamado de “Lobo Mau”, já que eu nunca tive maldade em meu coração nem nas minhas atitudes. Como disse ao juiz na audiência, o ruim dessa história não sou eu nem os porcos que quase acabaram com a minha vida.

Afinal de contas, não somos nós que colocamos fogo em nossas matas, destruindo frágeis ecossistemas, seja por descuido, como foi o presente caso, ou pelo dinheiro, como o é na maioria das vezes.

Fatos Relevantes : Exploração da Fé, Imbecilidade e a Raiz do Mal
Enviado por marcelo em 18/04/2009 (231 leituras internas)

A liberdade de religião é uma das grandes conquistas que nosso país conseguir assegurar em seus pouco mais de quinhentos anos de vida. Mesmo contra a sanha da Igreja Católica, que sempre pretendeu monopolizar os fiéis e seus recursos para engordar seus cofres e suas propriedades, aos poucos, as religiões de origem africana e asiática conseguiram o seu lugar ao sol no solo brasileiro.

Independente do mérito de cada uma, quem costuma ler meus artigos sabe que sou um opositor ferrenho de qualquer religião. Ao contrário do que os mais “inocentes” possam pensar; isso não significa que sou ateu, que não tenho fé ou que sou um discípulo de Lúcifer cumprindo minha missão para anunciar a vinda do apocalipse e do Segundo Advento (como já me disseram aqui).


O que é importante ressaltar, é que as religiões são um conjunto de regras (dogmas) criado por homens para servir a esses mesmos homens. Portanto jamais foram oriundos de um ser divino. Mesmo porque, um ser divino onipresente e onisciente, não necessita de nada para saber se você é ou não merecedor da salvação ou da danação. Ele simplesmente sabe. Por isso é onisciente (sabe tudo) e onipresente (está em toda parte). E pouco importa se você vai a missa, toma banho antes de rezar, se ajoelha voltado para cá ou para lá; “arria” um despacho na encruzilhada ou amaldiçoa quem pinta as unhas ou professa uma religião diferente da sua. O que você é e faz é que determinarão sua vida “além morte”.

Mesmo Jesus foi perseguido e cruelmente assassinado por pregar o fim dos privilégios aos sacerdotes. Afinal de contas, porque vocês acham que Ele dizia coisas como: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome; lá estarei” – ou porque ele explodiu e enfrentou abertamente os sacerdotes durante o episódio da expulsão dos vendilhões do templo? Jesus também era contra a religião.

Todo esse preâmbulo serve apenas para comentar o incrível fato de como as pessoas se deixam cegar pela religião e pela fé em coisas que nada tem a ver com o divino. Aqui me refiro abertamente aos fiéis da Igreja Renascer em Cristo; o templo máximo da fé financeira e do culto ao vil metal.

O mais incrível é que até mesmo o maior concorrente da Renascer, a Igreja Universal, consegue ser eticamente melhor com seus fiéis e tratá-os com mais respeito e humanidade do que os falsos profetas constantemente envolvidos em desvios de dinheiro da Renascer. O “Bispo” Macedo; talvez por sua origem humilde como zelador da Loterj, aprendeu muito cedo que não se deve matar a “galinha dos ovos de ouro” em prol de um desenvolvimento a qualquer custo.

Pelo que parece, na Renascer, a filosofia de sustentabilidade da Universal ainda é algo a ser perseguido. Pois, os apóstolos picaretas teimam em deixar a ganância e a cara-de-pau tomar conta de suas ações sempre que farejam uma oportunidade de lucrar um pouco mais.
Diante da tragédia provocada por sua própria negligência, ao não cuidarem da manutenção de seu templo, os proprietários da Renascer ainda estão promovendo uma verdadeira caça ao tesouro em cima das famílias enlutadas perguntando aos familiares se, seus entes queridos mortos, não deixaram bens para a igreja. Além disso, apressam-se em campanhas de doação para a construção de uma nova sede e, em suas campanhas de mobilização, jamais mencionam qualquer ajuda as famílias que perderam seus bens mais preciosos ou os que se feriram com qualquer gravidade. Indenizações? Isso são coisas que nem se deve comentar. Afinal de contas; advogados da igreja ligam para as famílias sondando quais pretendem processar a Renascer e quais colocaram na conta da “fatalidade” ou da “ação divina” o ocorrido.

Antes de ficar calado e de dividir um pouco de seus lucros estratosféricos com seu rebanho de ovelhas (aqui literalmente) o apóstolo Estevam ainda quer faturar com a tragédia ao alegar que “teve uma visão” do ocorrido ANTES do desastre. Segundo ele: “Deus me deu uma visão poderosa nesta oração e me mostrou coisas que estavam escondidas por trás de grandes tapumes e que eram correntes que tinham amarrações. Os tapumes derretiam enquanto orávamos, os tapumes eram consumidos por fogo e aparecia um mundo infinito”.

A pergunta que revela toda essa imbecilidade e a verdadeira raiz do mal é: Se ele previu o desastre; porque não o impediu?
Consultando a fonte usada como munição para alienar e cooptar suas vítimas; vejamos como o livro sagrado (A Bíblia da Reforma) revela coisas sobre pessoas como essas. Segundo Cristo haveria os falsos profetas que pregariam em seu nome e seduziriam milhões para proveito próprio. Contudo, bastaria apenas identificar um desses sinais abaixo, para que os falsos profetas fossem desmascarados:

a) Através de sinais e maravilhas desviarão os crentes para um falso Deus.

b) Uma de suas profecias jamais foi perfeitamente cumprida.

c) Pelo menos uma vez eles se contradirão da Palavra de Deus.

d) Pelo menos uma vez eles produzirão maus frutos.

e) Muitos homens falam bem deles.

f) Negam a vinda de Jesus Cristo na carne.

Se for preciso apenas Um desses sinais; os Hernandes já estão na fila do capeta. Afinal de contas, foram presos aqui e no exterior por crimes e já deixaram um rastro de mortes com a sua negligência e sua exploração da boa fé das pessoas. E isso, independente de qualquer trabalho de relações públicas, não pode ser considerado um “fruto bom”. Particularmente eu posso colocá-los em dois ou três desses “sinais”.

O mais incrível é perceber como o Estado se vê manietado diante de tal dupla criminosa e se sente tolhido de bani-los de uma vez por todas, caçando o seu direito de continuar explorando e enganando pessoas. Por mais liberdade religiosa que tenhamos; deixar a nação livre de qualquer fiscalização e de qualquer ação punitiva para os aproveitadores e os mercadores da fé é temerário e injusto com aqueles que valorizam o sacerdócio e professam sua religião visando o bem do próximo e não o seu próprio bem.

“Orai e vigiai…”

Pense nisso.

Fatos Relevantes : Notícias
Enviado por marcelo em 27/03/2009 (146 leituras internas)
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